{"id":103,"date":"2012-11-21T20:31:17","date_gmt":"2012-11-21T20:31:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/?page_id=103"},"modified":"2012-12-18T18:53:11","modified_gmt":"2012-12-18T18:53:11","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/historia","title":{"rendered":"HIST\u00d3RIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-119 aligncenter\" title=\"foto01\" src=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto01.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"337\" srcset=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto01.jpg 640w, http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto01-300x197.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da regi\u00e3o da Serra do Cip\u00f3 remonta o s\u00e9culo XVII, quando esta foi desbravada por sertanistas paulistas que estabeleceram as primeiras fazendas. Passada a euforia inicial da busca do ouro a popula\u00e7\u00e3o da Serra do Cip\u00f3 e do entorno dedicou-se \u00e0 agricultura de subsist\u00eancia, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de gado, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7a (importante produto regional at\u00e9 hoje), dentre outros produtos.<\/p>\n<p>Entre as manifesta\u00e7\u00f5es culturais destacavam-se a Folia de Reis, o batuque, os &#8216;paulistas&#8217;, o reisado, o congado e o Candombe. Candombe, misto de canto, declama\u00e7\u00e3o cantada e percuss\u00e3o de tambores, praticada por descendentes de escravos, era at\u00e9 poucas dezenas de anos cantado em l\u00edngua africana, hoje esquecida.<\/p>\n<p>Na culin\u00e1ria tradicional eram utilizados especialmente: ovo de galinha, carne de porco, carne de frango, milho, ora-pro-nobis, quiabo, andu (ou guandu), jil\u00f3, feij\u00e3o-roxinho, urucum, queijo, pimentas e o arroz-vermelho. Entre as plantas arom\u00e1ticas se destacava o &#8216;quitoco&#8217;, planta ruderal nativa, tempero excelente para pratos salgados, especialmente a carne de porco. Carne de ca\u00e7a variada era constante nas mesas, o que somente foi abandonado a partir do incremento da fiscaliza\u00e7\u00e3o federal, na d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>Ao lado voc\u00ea pode conferir, especificamente, outros aspectos importantes da hist\u00f3ria da regi\u00e3o, como sua pr\u00e9-hist\u00f3ria, os ind\u00edcios de exist\u00eancia de povos ind\u00edgenas, o per\u00edodo colonial e as incr\u00edveis hist\u00f3rias dos viajantes e naturalistas que por aqui passaram.<\/p>\n<p>Fonte: Celso do Lago Paiva<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-120 aligncenter\" title=\"foto02\" src=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto02.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"384\" srcset=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto02.jpg 640w, http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto02-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A regi\u00e3o da Serra do Cip\u00f3 foi palmilhada no s\u00e9culo XVII por sertanistas paulistas. As primeiras fazendas foram estabelecidas a oeste da serra ainda no s\u00e9culo XVIII. A Fazenda do Cip\u00f3, a 3 km da atual sede do Parque Nacional, j\u00e1 existia no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. A Estrada Real, que ligava o Rio de Janeiro a Diamantina, foi aberta no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII. Ao longo dela cresceram cedo as localidades de Itabira, Itamb\u00e9 do Mato Dentro e Morro de Gaspar Soares (hoje Morro do Pilar, a leste da serra) e Concei\u00e7\u00e3o do Mato Dentro ao norte, ligadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do ouro, que nunca foi abundante na regi\u00e3o. A oeste, a localidade de Riacho Fundo (hoje Santana do Riacho) j\u00e1 existia em fins do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>As localidades pr\u00f3ximas de Taquara\u00e7u de Minas e Jaboticatubas datam do s\u00e9culo XVIII. Diversas trilhas e caminhos antigos cruzavam a serra ligando essas localidades a Ouro Preto, Santa Luzia, Sete Lagoas e Itabira. A popula\u00e7\u00e3o da Serra do Cip\u00f3 e do entorno, passada a euforia inicial da busca do ouro, no s\u00e9culo XVIII, dedicou-se \u00e0 agricultura de subsist\u00eancia, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o extensiva de gado vacum e equino (especialmente jumentos e mulas) e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7a (importante produto regional at\u00e9 hoje), \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de porcos e extra\u00e7\u00e3o de azeite combust\u00edvel para ilumina\u00e7\u00e3o e azeite \u00e9dulo para culin\u00e1ria (de mamona e de maca\u00faba &#8211; &#8216;coqueiro&#8217;). Outros produtos regionais eram o milho, o arroz (no s\u00e9culo XX), o feij\u00e3o e a madeira (especialmente de candeia, aroeira e monjolo). Os campos naturais do alto da Serra do Cip\u00f3, por serem relativamente \u00famidos, foram muito utilizados como pastagens nas esta\u00e7\u00f5es secas, apesar de pouco produtivos.<\/p>\n<p>Autor: Celso do Lago Paiva<\/p>\n<p><strong>Origem do nome Serra do Cip\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>Existem duas vers\u00f5es para a origem do nome da Serra do Cip\u00f3, desde o s\u00e9culo XIX a express\u00e3o Serra do Cip\u00f3 \u00e9 utilizada para identificar a regi\u00e3o onde se encontram localizadas as cabeceiras do rio Cip\u00f3 afluente do rio das Velhas que pertence a bacia do rio S\u00e3o Francisco, possui um leito sinuoso que se assemelha a um cip\u00f3 retorcido. E outra vers\u00e3o que diz o nome ter origem em uma mata existente na Serra que conta com uma grande quantidade de cip\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia da regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Marcas em pinturas rupestres deixadas nas in\u00fameras grutas e pared\u00f5es rochosos atestam a presen\u00e7a de homens primitivos h\u00e1 mais de 12 mil anos na regi\u00e3o, isso fez com que todo esse acervo inestim\u00e1vel fosse considerado um importante s\u00edtio arqueol\u00f3gico, conforme constam de in\u00fameros documentos e pesquisas realizadas principalmente por estudiosos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n<p>A serra do Espinha\u00e7o inicia pr\u00f3xima a Ouro Preto, no estado de Minas Gerais, e segue em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 chapada Diamantina no estado da Bahia, sendo, ao longo desse percurso, o divisor de \u00e1guas entre as bacias dos rios S\u00e3o Francisco, Doce, Jequitinhonha e Mucuri.<\/p>\n<p>Essa regi\u00e3o era utilizada pelos bandeirantes, em busca de ouro e pedras preciosas, no munic\u00edpio do Serro, e no cobi\u00e7ado arraial do Tejuco.<\/p>\n<p>Ao longo do s\u00e9culo XIX os viajantes europeus ao percorrerem a serra do Espinha\u00e7o, embrenhavam-se na serra da Lapa, hoje denominada Serra do Cip\u00f3, n\u00e3o s\u00f3 atra\u00eddos por suas espetaculares belezas naturais, mas especialmente para conhecer e pesquisar a sua flora e fauna exuberantes.<\/p>\n<p><strong>O clima<\/strong><\/p>\n<p>O clima da regi\u00e3o \u00e9 tropical de altitude, com temperatura m\u00e9dia anual de 21\u00b0C. De abril a novembro, per\u00edodo seco \u00e9 o melhor per\u00edodo para cruzar os rios, tomar banhos e praticar rapel. No restante do ano, chove mais, as cachoeiras ficam mais cheias e a vegeta\u00e7\u00e3o, mais florida.<\/p>\n<p><strong>Hidrografia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-121 aligncenter\" title=\"foto03\" src=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto03-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"384\" srcset=\"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto03-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto03-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/foto03.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os rios e cursos d&#8217;\u00e1gua pertencentes \u00e0 Serra do Cip\u00f3 se dividem em duas bacias hidrogr\u00e1ficas: a bacia do Rio S\u00e3o Francisco e a do Rio Doce.<\/p>\n<p>Bacia do Rio S\u00e3o Francisco<\/p>\n<p>Na vertente oeste e sudoeste da Serra do Cip\u00f3, os cursos d&#8217;\u00e1gua drenam para o Rio Cip\u00f3, pertencendo a Bacia do Rio S\u00e3o Francisco. O Rio Cip\u00f3 \u00e9 formado pelo encontro dos c\u00f3rregos Mascates e Bocaina, dentro do Parque Nacional. Seu trecho inicial \u00e9 meandrante, cortando a Vargem Grande e a Vargem das Areias. O rio segue mais ou menos paralelamente \u00e0 Serra do Cip\u00f3 at\u00e9 sua foz, em regi\u00e3o rica em pared\u00f5es e pequenas grutas.<\/p>\n<p>Existem plan\u00edcies nas baixadas do Rio Ci\u00adp\u00f3 e de seus ribeir\u00f5es formadores, com la\u00adgoas ori\u00adgi\u00adnadas de meandros antigos e re\u00adcentes. E a maior concentra\u00e7\u00e3o de lagoas naturais na regi\u00e3o se encontra na Vargem das Areias, v\u00e1rzea de inunda\u00e7\u00e3o anual Rio Cip\u00f3. No interior do Parque Nacional se encontram outras lagoas perenes: Lagoa da Capivara, Lagoa Rasgada, Lagoa da Pedra, Lagoa do Boi, Lagoa Verde, e a maior de todas, a Lagoa Comprida, com cerca de 480 metros de comprimento. V\u00e1rias dessas lagoas abrigam o jacar\u00e9-de-papo-amarelo.<\/p>\n<p>Entre os c\u00f3rregos perenes que nascem na serra e alimentam o Rio Ci\u00adp\u00f3 em sua margem direita contam-se, como principais: Vaca\u00adria ou Soberbo, Parauninha, Riachinho e Rio de Pedras. E os que tamb\u00e9m nascem na Serra e alimentam a margem esquerda do Rio Cip\u00f3 cita-se o da Serra ou Gordurinha (no limite oeste do Parque) e Z\u00e9 Coelho (ou dos Coelhos).<\/p>\n<p>Bacia do Rio Doce<\/p>\n<p>Na vertente sudoeste e leste da Serra do Cip\u00f3, os cursos d&#8217;\u00e1gua pertencem \u00e0 bacia do Rio Doce. Estes, est\u00e3o integralmente situados em regi\u00e3o de rochas vulc\u00e2nicas, exceto na pr\u00f3pria Serra, na qual domina o quartzito. No extremo norte do Parque, a drenagem \u00e9 comandada pelo Rio Preto, afluente da margem esquerda do Rio Santo Ant\u00f4nio, este tribut\u00e1rio do Rio Doce por sua margem esquerda. Na regi\u00e3o central do Parque, a vertente leste da serra \u00e9 comandada pelos formadores do Rio Preto do Itamb\u00e9, tamb\u00e9m afluente da margem esquerda do Rio Santo Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p>Da regi\u00e3o central do Parque at\u00e9 sua regi\u00e3o leste-sudeste-sul, as \u00e1guas dessa vertente da serra contribuem para o Rio Tanque, afluente da margem direita do Rio Santo Ant\u00f4nio. O Rio do Peixe, afluente esquerdo do Rio Preto do Itamb\u00e9, tem grande relev\u00e2ncia para o Parque Nacional, por passar por um dos seus atrativos mais pitorescos, denominado \u201cTravess\u00e3o\u201d, que \u00e9 passo de montanha a 1.000 metros de altitude, divisor das duas grandes bacias hidrogr\u00e1ficas estaduais.<\/p>\n<p>Autor: Celso do Lago Paiva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria da regi\u00e3o da Serra do Cip\u00f3 remonta o s\u00e9culo XVII, quando esta foi &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-103","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":118,"href":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/103\/revisions\/118"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.ranchosmaracaja.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}